Do you have a light? Can you make me feel alright?

Então eu sou a Julia, e escrevo textos que às vezes nem eu mesma entendo. Sou melosa sim, dramática e alegre quando é preciso. Tenho apenas 17 anos e pareço odiar a todos.
E não é mentira.
~ Wednesday, May 16 ~
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Às vezes gosto de me afundar. Ficar no poço, mesmo não tendo algum motivo. Quero ir lá para o fundo, sem ninguém mesmo. Sentir só a água me levando para onde ela preferir me guiar… Minha cabeça girando sem nadar, sem direção, sem coração… Para parar.

Quero morrer? Quero sentir. Tudo aquilo que desejo sentir, será que é isso? Não sentir? Dançar no nada, gritar sem som, correr para o nunca. Não pensar!

Dormir.


~ Thursday, May 10 ~
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Eu só preciso encontrar a mim mesma, encontrar quem eu sou, como eu sou… Porque fazem dias, fazem anos e eu não tenho as respostas. Quero encontrá-las! Quero correr pelas ruas escuras, vazias, silênciosas e não ser interrompida. Esperar o próximo carro e decidir o que irei fazer com ele, deixá-lo passar por cima de meu corpo esmagando minha cabeça fazendo com que eu me vá de alguma forma. Ou simplesmente continuar correndo para outra direção, deitar no asfalto e assistir aos céus, as estrelas e a Lua.

Deixe-me sonhar, sonhar com o que for possível. Deixe-me ser o que quero ser, como quiser, como puder. Deixe-me descobrir como sobreviver. Ao mundo. Deixe-me querer tudo isso.


~ Thursday, May 3 ~
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Viver, sentir, agir

Cada vez mais tento viver o que não vivi ontem. É lento, difícil… Pelo menos para mim, mas com dificuldade irei aprender a viver melhor. Foi o que me disseram por uma noite inteira e ainda ouço em meus ouvidos como se fosse um empurrãozinho. 


~ Sunday, April 29 ~
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Refletindo, ouvindo, entendendo… Ou talvez não…

Prefiro dormir a ter que pensar no que me dizem. Prefiro fugir do mundo a ter que encarar as dificuldades. Sei o que devo fazer, ou supostamente sei, mesmo não sabendo como reagir, como fazer de verdade. Minha cabeça está uma bagunça nesse momento, não consigo me organizar, não quero pensar, nem elaborar nada. Não quero respostas.

Gostaria de ser esponânea. Como as folhas que voam do topo das àrvores sem destino, sem pressão, só voando. Só sentindo o ar gelado como se por aquele momento dependece disso para viver, mesmo não sofrendo quando o perde. Somente lá, sem pensamentos, sem angustias. 

Gostaria de ser muitas coisas. Muitos seres, muitas pessoas, muitos objetos; muitas coisas. Sério mesmo. Se pudesse trocaria todo dia de lugar, de corpo, de planeta, para poder vivenciar e sentir de várias maneiras.

De alguma forma eu sei que conseguirei ficar bem de verdade, na minha cabeça imagino tudo. Como ficarei, como me sentirei… De alguma forma eu acredito nisso. Mas quando? Mas, mas, mas… Eu sei, mas eu não sei.


~ Monday, April 16 ~
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Depois de algum tempo…

Parece que só consigo escrever frases deprimidas, tristes e de incentivo a morte. Mas não. Ou será que sim? Sinceramente, não sei ao certo.

Eu sei de uma coisa: escrever melhora meu humor, meu estado de solidão, de tristeza… Então escrevo para isso; para animar-me.

Acho que nunca tentei escrever algo extremamente animador, ou acolhedora. Sou de conselhos, não de consolo. Gostaria de ser desta forma também, mas a profissão que escolhi faz com que eu seja perfeita para a parte fria de uma postura de conselhos, embora terapeutas não possam fazer isso. Mas bem, muito menos ser consoladores.

Estão vendo? Sou séria demais quando escrevo desta forma, quando penso demais. E é esse o meu problema… Penso demais. Penso em cada detalhe, em cada lado negativo. Se ao menos eu relaxasse e esquecesse de tudo, de todos os pequenos problemas que eu mesma invento. Tudo isso.

Quando penso em pessoas que não possuem o que eu tenho, não só materiais, mas uma família legal como a minha; e ao mesmo tempo, conseguem motivos para serem muito mais felizes do que já fui algum dia. Porque mesmo passando dias, semanas sem sentir um vazio, sem ter uma crise… Sei que ela ainda está lá, bem no fundo. Tudo. E uma hora volta e jogo tudo para fora.

Sendo sincera, às vezes, penso que gosto de sofrer. De chorar, de me cortar, de sentir cada tontura com os remédios… Me isolar do mundo. É um prazer incorreto, que não deveria sentir! Mas está lá, eu sei que está. E sei que eu vou gostar, vou me sentir bem… Não sei… Só que, as pessoas ao meu redor, elas sofrem, eu sei disso. Por pensarem que posso fazer algo ruim comigo mesma… Mas a verdade é que gosto. Merda!

E eu sinto falta. Fazem alguns meses, três ou quatro talvez, que não me firo; que não choro; que não tenho uma grande crise. Concluo que gosto de sofrer. É isso.

Viram? Escrevi pra caramba… Sobre depressões. Me esforçarei na próxima vez.

xx


~ Thursday, February 23 ~
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Even though I’m on my own, I know I’m not alone
Because I know there’s someone, somewhere praying that I make it home
So here’s one from the heart, my life right from the start
I need a home sweet home to call my own


~ Friday, February 3 ~
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Não sabemos o que é certo, no que devemos… Apostar nossas fichinhas. Mas devemos saber quem somos, o que pensamos, o que queremos. Apenas confiar em si mesmo.

Ninguém pode te roubar isso: amor próprio. Ninguém pode te decepcionar quanto a isso, também.

Você está seguro com você mesmo. 


~ Wednesday, January 25 ~
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ashesinthewind asked: Não tem que se desculpar :c Sei lá, respira, tenta se distrair

Não é bem assim quando seu braço de lembra a cada movimento. 


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ashesinthewind asked: Espero que fique, não gosto de te ver assim

Desculpe. Eu só não sei o que fazer.


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ashesinthewind asked: Fica bem bebê ;;

Não sei.